
O Brasil deve enfrentar pelo menos seis ondas de calor até o fim de 2026 em razão da intensificação do fenômeno El Niño, que já apresenta características de forte intensidade e tende a alcançar patamar muito forte durante a primavera. A previsão de meteorologistas indica que o país terá períodos prolongados de temperaturas acima da média, acompanhados de tempo seco em diversas regiões.
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há mais de 90% de probabilidade de o El Niño permanecer intenso entre setembro e dezembro. O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico altera a circulação da atmosfera e favorece extremos climáticos em diferentes partes do mundo.
No Brasil, os efeitos já começam a ser sentidos. A expectativa é de calor persistente no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e parte do Nordeste, enquanto a Região Sul deve registrar chuvas acima da média e maior ocorrência de temporais.
Especialistas explicam que as ondas de calor previstas poderão ocorrer de forma sucessiva até dezembro, com temperaturas significativamente acima da média histórica por vários dias consecutivos. Além do desconforto térmico, o cenário preocupa pelos impactos na saúde da população, no abastecimento de água, na agricultura e pelo aumento do risco de incêndios florestais, especialmente na Amazônia e no Pantanal.
A combinação de calor intenso e baixa umidade já levou estados como São Paulo a emitirem alertas para temperaturas próximas dos 40°C e índices críticos de umidade do ar, condições que favorecem queimadas e exigem cuidados redobrados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Pesquisadores também destacam que as mudanças climáticas têm aumentado a intensidade e a variabilidade do El Niño nas últimas décadas, potencializando seus impactos sobre eventos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor.
Entenda os impactos do El Niño
Previsão de pelo menos seis ondas de calor até dezembro.
Temperaturas acima da média em grande parte do país.
Maior risco de queimadas na Amazônia e no Pantanal.
Chuvas acima da média na Região Sul.
Baixa umidade do ar e aumento dos riscos à saúde.
Fontes: NOAA, meteorologistas e projeções climáticas divulgadas em agosto de 2026.


